sábado, 11 de abril de 2015

Bem-Vindos ao Buçaco...ou Bussaco!

Eu sei que ainda não sou muito disciplinada nisto, mas voltar ao trabalho é quase sempre como entrar numa máquina do tempo que funciona a mil...parece que não temos tempo para nada! "Parece", pois na realidade até temos, mas isto é conversa para outros devaneios...

Há que resistir e persistir, por isso aqui vai uma analepse!


Buçaco ou Bussaco...eis a questão!

De facto, quando começamos a ver em todo o lado duas grafias para o mesmo nome do local, pensamos que alguém andou a beber uns copos e, a dada altura, já ninguém se entendeu com o nome daquilo. Porém, existe uma explicação: somos muito fortes ao nível do turismo! Pois é...temos bons hotéis, bons locais para visitar, gastronomia diversificada, profissionais de excelência...e mudamos o nome do nosso património em prol do turismo! Ou seja, segundo consta, a grafia correta é Buçaco. No entanto, como grande parte dos turistas que visitam aquele destino não têm na sua língua o "ç", alguns iluminados portugueses acharam por bem adotar a grafia "Bussaco"...para facilitar a dicção e evitar que pronunciem "Bucaco"! Até porque os russos e os gregos deixaram de escrever com aqueles caracteres que ninguém entende e os alemães andam a eliminar consoantes (mais de três seguidas já é muita fruta...), porque não querem que os tugas tenham dificuldades de dicção... Dicção!!! Há coisas que me abanam os chakras de tal maneira que só me apetece sair da tamanca e esbardajar algumas pessoas...

Mata do Buçaco, o nosso País das Maravilhas

Quando aqui chegamos, temos aquela sensação de que respiramos a natureza e de que o tempo parou para descansar. No centro, imponente e romântico, o Palace do Bussaco (claro, em inglês e com os dois "esses"...tudo pelo bem da dicção e do turismo...), que parece saído de um filme da Disney.

Vários caminhos são oferecidos para percorrer a Mata. Quem quiser, pode pagar visitas guiadas - não querendo estragar o negócio dos senhores, penso que seja muito menos interessante, pois perde-se o fator "descoberta". É só seguir os caminhos, sem perigo. Contudo, apesar dos avisos escritos, acaba por ser bastante tentador ir mais além...


O Buçaco é o verdadeiro País das Maravilhas. Confesso que já tive oportunidade de conhecer vários espaços naturais e este foi o único que me levou para o reino de sua majestade, a Rainha de Copas. As cores, os sons, os recantos, os pormenores...tudo fazia crer que a qualquer momento um coelho branco perdido nas horas iria cruzar o nosso caminho... ou uma lagarta azul surgiria por cima de uma das rochas a fumar um enorme cachimbo... De facto, a minha "Alice" andou por lá a maravilhar-se com as maravilhas do Buçaco e até conseguiu treinar os seus dotes de encantadora de cisnes.


Infelizmente, não encontrámos cogumelos... E tenho a certeza que o Chapeleiro Louco por ali andava, punido pelo Tempo, a beber chá com a mãe natureza...







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sexta-feira, 10 de abril de 2015

To my Anna

Diz que hoje é o dia dos irmãos.
Durante 11 anos tive o reinado por minha conta e depois apareceste tu para me enfernizar a vida. E, claro, tive de fazer o meu papel e massacrar a tua.
Foi a melhor ideia que os nossos pais alguma vez tiveram.

Love you, Little B
:)


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terça-feira, 7 de abril de 2015

Back to work!

Que os astros estejam de bom humor e partilhem um bocadinho da sua boa energia, porque isto hoje não vai ser nada fácil...


Photo: Etsy

domingo, 5 de abril de 2015

Home Sweet Home

Viajar e conhecer o que está lá fora é muito bom e importante para evoluirmos.

Mas o regresso tem sempre qualquer coisa de especial. Há uma inquestionável sensação de bem-estar por voltar a casa. Entrar e olhar de forma instintiva para todos os cantos numa tentativa de reconhecimento dos nossos pormenores. E respirar fundo, porque agora estamos em casa.

Este momento nostálgico é quebrado quando os nossos olhos se fixam nas malas especadas à entrada. "Como é?! Vamos arrumar a tralha toda e tratar da roupa que quase rebenta com as minhas costuras...ou queres andar nua nos próximos dias?!", pensam as sacanas com aquele ar de enfado.

Gosto desta parte quase tanto como levar porrada pendurada de cabeça para baixo numa árvore... Bah!


Photo: Pinterest

Dose de Motivação #8

Gosto do Bruno Mars. Acho que tem uma energia contagiante e irradia otimismo.

Esta dá logo outra vontade de começar o dia. E bem que precisamos de um reforço...as férias estão a terminar...



sábado, 4 de abril de 2015

Bem-Vindos ao Luso!

Terra da água que conhecemos desde pequeninos. Na ideia, apenas a vontade de descansar uns dias, mais a mente do que o corpo.

Grande Hotel do Luso****


Gostei. Do hotel com ligação direta à Malo Clinic Termas Luso, onde tive a oportunidade de realizar o programa Thermal Break. Penso que seja um programa mais adequado a uma faixa etária superior, mas não deixou de ser bastante agradável. Para malta que quer apenas fugir um pouco ao ritmo alucinante das grandes cidades, sugiro o Spa (tem outro tipo de oferta e as condições são excelentes). Equipa da clínica vale cinco estrelas, muito atenciosa e simpática. Afinal de contas, estamos no norte (tendenciosa, eu sei)!

Gostei. Destes dias que ganharam uma nova rotina. Pequeno-almoço pela manhã, mochila às costas e (re)conhecimento das zonas envolventes (o Buçaco...hum...já falamos sobre isto). Almoça-se algures, pois estamos em Portugal (e no norte...) e em qualquer lado come-se bem! Para além disso, estamos na Mealhada...leitão, gosto tantooo!!! Depois de almoço uma jogatana no jardim perto do hotel, onde existem vários equipamentos de manutenção física e um enorme lago sonorizado por patos (principalmente quando alguém decide abastecê-los de pão). Ou, então, uma caminhada pelas redondezas para ver o mercado disponível todos os dias ou simplesmente fazer um refill da garrafinha do Luso na fonte de S.João (com água do Luso, claro). À tarde, uma massagem ou um duche Vichy, com uma sessão de hidrocinesioterapia em grupo. Depois, um lanche na pastelaria Flor do Luso com uma diversidade de pecados na montra. Os pasteis de tentúgal...huuummm! Onde é que em Portugal podemos estar imunes a estas constantes tentações?! Alguém me diz?!

Gostei. Do serviço e das pessoas do hotel. Muito competentes e profissionais, para além de bem-dispostas. Ainda que o pequeno-almoço não brilhasse pela sua variedade, o jantar era extasiante com tanto petisco espalhado num mesão sem fim! Maldito sejas, Norte, por me levares por maus caminhos... Um dos funcionários reservou-nos uma mesa, logo no primeiro dia, muito bem localizada "com vista para o mar", segundo o próprio. De facto, pela enorme janela tínhamos uma vista privilegiada para a serra e os vários edifícios antigos que caracterizam esta terra... e, claro, para a piscina olímpica do hotel!

Não gostei. Da Internet que é uma real bosta. Na receção dão um papelinho com o utilizador e a password...para cada equipamento. Mas, na verdade, aquilo só funciona satisfatoriamente na zona da receção e arredores. Subimos para o quarto e é o pisca-pisca! Tão depressa aparece como desaparece, sempre a pedir utilizador e password...bah! Não vale o esforço... Se quiserem assistir a um episódio dos Vikings à noite, em jeito de descontra, esqueçam (ou levem já os episódios descarregados).


Atenção: os roupeiros são apertados e com poucos cabides! Não é que eu leve a casa toda atrás, mas do que tenho visto por aí estes roupeiros foram concebidos para eremitas...











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Dose de Motivação #7

Porque quem (co)manda sou eu.
E eu faço o que eu quero.



sexta-feira, 3 de abril de 2015

Celebração

Há quem celebre quarenta dias de jejum e penitência. Há quem celebre a ressurreição. Há quem apenas celebre ovos de chocolate, folares e um feriado que veio mesmo a calhar.

Eu celebro a humanidade, que nos é tão natural e que tão naturalmente tendemos a contrariá-la. Com armas, com guerras, com interesses sem qualquer valor no destino que nos espera.

Gosto do John Legend e desta música. Do seu significado e da sua energia.
Hoje deveríamos celebrar a vida. Tão perfeita na sua imperfeição, tão idêntica nas suas diferenças. E sermos melhores.


Dose de Motivação #6

É este o espírito. E mai' nada!


quarta-feira, 1 de abril de 2015

...a Szilvásvarad!

Um pouco mais a norte de Eger, um dos paraísos que a Terra nos ofereceu: Szilvásvarad.
Natureza a perder de vista, que nem todas as palavras do mundo conseguiriam descrever na perfeição. Respira-se Terra. Renasce-se aqui. 
Valeram a pena os vários quilómetros que nos permitiram abraçar a vida no seu estado mais puro, contactar com as espécies que ali vivem (mesmo os sapos, que são horripilentos...), jantar envoltos em cheiros e sons que não conhecemos no quotidiano citadino.

Ir à Hungria e não ir a Budapeste é mau.
Ir à Hungria e não ir a Szilvásvarad é um erro grave...

(Agora, sim, terminou o repertório. De regresso a Portugal para outras paragens...)


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Bem-vindos a Eger e...

Durante os dias na Hungria, tivemos ainda oportunidade de conhecer dois sítios fantásticos...por diferentes razões...


Eger:

Duas horas de caminho (sempre a direito, claro...) em direção ao norte e chegamos a Eger, uma cidade carregada de História. Conhecida pelos seus banhos termais e tradição vinícola, é aqui que encontramos também o seu castelo/fortaleza! E por que raio é isto uma novidade, visto que temos aqui castelos e fortalezas à patada, perguntam vocês?! De facto, quem vê de fora e conhece alguns castelos portugueses não fica nada surpreendido...mas visitando o seu interior, há realmente algo que nos desperta o interesse! O sistema de proteção subterrâneo... ou seja, as artimanhas que estão todas no subsolo e que defendiam os guerreiros lá da terra em tempos idos! Eu ainda tentei fazer uma mini-produção em jeito de Blair Witch Project (quem nasceu após 2000, explicação aqui), mas cortaram-me o divertimento...


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Bem-Vindos a Szolnok!

Szolnok
Chegamos a Szolnok (cerca de uma hora e meia de caminho...sempre a direito, claro!) e imediatamente percebemos o contraste de ritmo entre esta cidade e a capital. Aqui a vida não corre, anda. Com calma e tranquilidade ao ritmo do rio Tisza, o segundo maior da Hungria.
É este rio que marca a identidade da cidade: jovens praticam canoagem e outros desportos aquáticos, o jogging é uma constante ao longo das margens, os passeios repetem-se pela ponte pedestre Mayfly, que surge elegante sobre o rio, disponível dia e noite para as mais fantásticas fotografias.

(Quem já passou a fase dos porquês e não está interessado num parágrafo em jeito de Discovery Channel pode avançar até às setas...)


Segundo consta, a ponte recebeu este nome da espécie Palingenia longicauda* (mayflies-de-cauda-comprida). Do final da Primavera ao início do Verão, milhões destes bicharocos levantam-se em grandes nuvens e flutuam à superfície do rio durante algumas horas, num espetáculo natural, muitas vezes referido como o "desabrochar do Tisza". Diz que é um dos fenómenos naturais mais fascinantes nos rios europeus. Infelizmente, não tive oportunidade de assistir...


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Hotel Tisza***
Check in no Hotel Tisza. Com um estilo neobarroco, faz lembrar alguns dos palacetes que temos pelo nosso Portugal. Pequeno, mas muito simpático, está decorado ao longo dos vários pisos e corredores com um estilo muito vintage (que eu adoroooo). As portas pesadas e grandes de madeira maciça abrem a toque de chave (esqueçam lá o cartãozinho eletrónico) e a Internet não é propriamente fiável. Aqui respira-se outro tempo.
Pelos vistos, há muito tempo descobriram as maravilhosas potencialidades das águas desta zona e, por isso, o Hotel oferece um conjunto de serviços termais. Espreitei a zona da piscina termal: a água era escura e emanava um cheiro algo perturbante; para além disso, estava disponível a qualquer hora sem qualquer tipo de vigilância... Acredito piamente que estas águas façam um bem tremendo à saúde, mas ou me provam (bem provadinho!) que rejuvenesço aí uns 30 anos num ápice ou esqueçam lá isso! Termas e spa's com uma grande pinta é o que não falta em Portugal e, por isso, a fasquia está bastante elevada...

De Szolnok pouco mais há a acrescentar. Uma praça central, perto do hotel, é o ponto alto de agitação populacional (entenda-se "agitação" por algum movimento de pessoas e veículos), onde podemos encontrar cerca de dois ou três restaurantes e um ou dois cafés. É a loucura total! Isto até o sol desaparecer... De noite, as ruas estão desertas com cerca de meia dúzia de pessoas no café a beber umas cervejas e a confraternizar (uns doidos estes...). E, claro, nós que íamos tomar a "bica" depois de jantar. Penso que repararam que éramos de fora...

A Escola em Törökszentmiklós
Baptista Szeretetszolgálat EJSZ Kölcsey Ferenc Általános Iskolája - nome da escola parceira que nos ofereceu o privilégio de conhecer a Hungria.

Localizada na cidade de Törökszentmiklós, a cerca de meia hora de Szolnok. Aqui o tempo flui de forma ainda mais ligeirinha, marcado apenas pelo canto dos pássaros. Nas ruas da pacata cidade, as pessoas circulam quase sempre de bicicleta, com cestinhos onde transportam as frutas e os legumes que foram comprar ao mercado ali perto.
Adorei a escola, os professores, os funcionários, os alunos... o fantástico acolhimento e a simpatia foram uma constante. Dois pontos altos:
  • A nossa Eco-City, resultado da junção de ideias e propostas de dez países diferentes e, por isso, uma cidade muito "verde", autossustentável e com uma pluralidade de características... multicultural, no verdadeiro sentido da palavra;
  • A corrida dos dez países, em que os alunos trataram de representar as suas cores. "Apenas uma corrida simbólica", referia a organizadora, "não importa quem vence, apenas a participação". Uma querida, é verdade, e até concordo... mas tuga que é tuga, quando se agarra à bandeira é para ganhar! E lá foi a nossa "seleção" até à prata...segundo lugar! O ouro foi para a Hungria, pois claro, país anfitrião...tsss! Não fosse amigável e isto certamente não ficava assim...
(to be continued... já só falta mais um sítio...lindo, lindo...)
*Photo: The Acqua Planet (quem leu o parágrafo à la Discovery Channel entende...)





Photos: Instagram
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Abril, águas mil!

- diz a sabedoria popular.

Espero que não...ou apenas a necessária à natureza.

Que venha aquele quentinho suave da Primavera, com um toque de brisa e uma luz em crescendo.



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