sábado, 29 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 301 | OCD

No final do ano de formação, é altura de comemorar o sucesso das nossas pérolas. E hoje foi a vez dos nossos programadores, que conseguiram presentear-nos com uma das melhores turmas de todos os tempos, a todos os níveis.

Até no jantar de comemoração conseguiram ser diferentes e puseram-me a jogar um jogo de tabuleiro, com regras que nunca mais acabam. Perdi, é um facto. Cheguei mesmo a bater, segundo informações duvidosas, o record de pior classificação de sempre! Enfim...não quis aprofundar o assunto. Mas certo é que foi um jogo de nervos, não pelas jogadas em si, mas pela disposição das cartas dos jogadores na mesa. Será que custa muito pôr as coisas alinhadinhas (ou o mais próximo possível deste conceito)?!

Posto isto, é notória a tentativa de obstruir o meu raciocínio e concentração. Logo, os resultados foram adulterados.

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 300 | Desburocratização

Na última quinta-feira de outubro, anualmente, comemora-se no nosso país o Dia Nacional da Desburocratização. Exato: no nosso país!
A ideia é "sensibilizar e dinamizar vontades, promover iniciativas e mobilizar recursos" com vista a que a Administração Pública consiga dar resposta aos desafios do futuro. Na verdade (e sem sombrinha de ironia, pelo menos nesta parte), penso que é um verdadeiro sinal de que há uma consciência coletiva de que vivemos num país altamente burocratizado e que isso é um problema para todos. Eu vi logo que isto tinha sido uma iniciativa do Conselho de Ministros de 1990, porque desde esse ano isto tem sido uma evolução estonteante! (...eu disse que era só naquela parte...)

Então, neste dia, "debatem-se [que é como quem diz, "fala-se sobre"] problemas processuais, formas de modernizar tecnologicamente e estratégias de simplificação de processos". Provavelmente, a seguir ao debate devem ter de fazer uma ata, que terá de passar por vários departamentos a fim de ser lida e assinada, ou um memorando com as ideias mais ousadas, que passará por vários postos na hierarquia da coisa, a fim de serem aceites. Caso algumas ideias recebam luz verde, provavelmente terão um importante impacto na vida dos cidadãos, depois do preenchimento de vários formulários e requerimentos e após os deferimentos necessários. Isto com sorte, porque se temos o azar de apanhar algum adjunto que julga que uma licenciatura conclui-se no final de quatro cadeiras, está tudo tramado! A papelada volta para trás e toca a fazer de novo, de preferência numa linguagem mais visual e com menos palavras.

Defensora da desburocratização, hoje decidi não olhar para a papelada e dar uma de "tu não mandas em mim, ficas aí que eu trato de ti quando me apetecer".

Amanhã, estou lixada.

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 299 | 40 Mil

Reparei agora que ultrapassámos, por estas bandas, as 40 mil visitas... por isso, hoje é dia de agradecer a todos os que estão desse lado!!!
Gostava de poder oferecer-vos um cheque-brinde de 10.500 € para gastar na Avenida da Liberdade ou uma estadia de 8 noites num resort de luxo nas Caraíbas, mas sinceramente nem reparei no "entra e sai" que houve aqui na minha barraca virtual, logo não tive tempo útil para preparar uma surpresa deste género ao visitante número 40.000.
Fica para a próxima...

Sejam sempre bem-vindos :)

Photo: She's at Candyland
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#omeuanoemfotos 298 | Poesia

Depois dos palcos e das máscaras, chegou a hora de mergulhar na poesia. Com rimas ou sem rimas, brincar com as palavras e transmitir o mundo.

E o mundo está a precisar de mais poetas.

 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 297 | Em que ano estamos?

O lado mau de um domingo de ronha é não saber a quantas andamos na segunda-feira. Hoje senti-me literalmente como se tivesse aterrado noutro planeta, depois de ter sido descongelada de uma arca onde permanecia há 137 anos!

Hoje apetecia-me ser uma Joy...

 

domingo, 23 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 296 | No quentinho

É um assunto batido, mas vou repetir: quem não tinha saudades de domingos cinzentos, de manta em punho e filmes no horizonte, no aconchego do lar? Exato! Viva o outono, minha estação do coração.

Uma manhã dedicada às compras e à cozinha. Inventámos e criámos e sujámos muita loiça. Mas depois de um almoço a la Italia (o que significa que teve a acompanhar um sumo de uva), inevitavelmente instalou-se a procrastinação e foi ronha a tarde toda. Acho que ganhei uns dois anos de vida...

Alguém quer biscoitos de canela?

 

#omeuanoemfotos 295 | Carpe Diem

Esta rubrica chega já fora do dia. Por vezes, isto acontece, essencialmente por dois motivos: o dia de trabalho é longo ou o dia livre está a ser aproveitado longe do mundo virtual.

Hoje é sábado com cheiro de outono, logo foram privilegiados os longos cafés, a sétima arte, os reencontros e os jantares demorados.

 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 294 | (re)Inventar

E termina assim a semana em que mergulhámos, chafurdámos e lambuzámo-nos de teatro...sem sair da sala! É uma receita que resulta sempre, porque é tão bom quando saímos de nós de vez em quando e somos outros. E inventamos novos espaços e outros tempos.

Tenho a cabeça em água, mas o coração cheio.

 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 293 | Memórias

Hoje o Facebook decidiu lembrar-me que há precisamente 1 ano eu estava aqui, em Manchester. Uns dias para conhecer a nova "casa" da mana e explorar a cidade em modo turista-só-quero-passear. Dias em que deambulámos pelos jardins, visitámos museus, fizemos algum shopping, comemos scones com doce e bebericámos capuccinos.

Facebook, vai-te cozer!

 

 

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 292 | Sinais

E não é que dei por mim a baixar o volume da música, porque estava a incomodar-me? Pior: por várias vezes, no carro, pedi à loira mais nova para baixar o som, armada em ovelha ranhosa capaz te ter um fanico!!! [se serve de atenuante, na maioria das vezes, era o Bieber, ok?!]

Quer isto dizer, segundo a sabedoria sagrada dos deuses do açúcar (que até dispenso no café!), que estou a tornar-me numa...COTA!!! Só esta ideia provocou-me mais 5 rugas, 17 cabelos brancos, artroses e joanetes agudos! Por que razão os deuses do açúcar têm de ser tão agressivos e frios connosco? Ninguém merece isto... 

Visto que até ao momento ainda ninguém chegou com o antídoto para o envelhecimento, que eu espero vir a acontecer em breve, estou decidida a lutar contra este degredo! Amanhã, quando for buscar a miúda, a música vai estar a bombar, de maneira a ouvir-se a quilómetros de distância! E ainda vou cantar por cima...

I ain't your mama
No, I ain't your mama
No, I ain't your mama, no

 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 291 | Drama

Também é um dos géneros da Literatura, mas ainda não houve nenhum dramaturgo a ganhar um Nobel. Contudo, é deles que nasce muita da magia que acontece num palco. Ou num filme ou numa série. E é, sem dúvida, o texto do meu coração.

Hoje as minhas pérolas deram asas ao dramaturgo que existe dentro deles e, depois, deram vida às suas personagens. Como já suspeitava, foram daquelas horas que nem damos conta que passam. Porque a sala de aula pode (e deve) transformar-se num palco, onde se fazem tantas aprendizagens.

 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

#omeuanoemfotos 290 | Literatura

Uma pessoa não envia trabalhos para casa e o que acontece quando chega finalmente a casa? Tem trabalhos! De Português, por isso não houve escapatória possível. O trabalho em si suscitou-me algumas dúvidas quanto à sua utilidade, mas nem vou aprofundar este aspeto. O que realmente me deixou com os pacovás a ganir foi a coletânea de textos que continua a persistir (ou insistir) nos manuais de Português!
Editoras e professores (por arrasto ou comodidade) continuam a tratar a Literatura como algo de reduzida dimensão e pouca (ou nenhuma) diversidade! Fez-me lembrar um comentário de um formando há pouco tempo: "'Stora, hoje em dia já não há muitos escritores, pois não?!" Quando o questionei sobre esta dúvida, respondeu-me: "Nunca li nada que não fosse de escritores que já morreram há não sei quantos anos!". Isto foi dito por um formando de nível secundário. Mais grave: um formando que verbalizou o que muitos julgam ser verdade.
Camões, Eça, Pessoa, Saramago (que ganhou um Nobel e, com isso, deixou de estar reduzido ao Memorial do Convento) são, sem dúvida, alguns nomes de referência que devem constar da leitura a proporcionar aos nossos jovens. Porém, para que eles consigam apreciar estas referências, há que haver uma descoberta (muitas vezes, guiada) das obras. É praticamente impossível isto acontecer quando lhes impingimos "Os Maias" e dissecamos a obra como se estivéssemos numa aula de ciências: identifiquem a estrutura interna e externa, retirem exemplos de comparação, ironia ou antítese, sublinhem exemplos de narração e descrição (fónix, vou ter de sublinhar as primeiras páginas da obra do princípio ao fim!), caracterizem as personagens, espaço, tempo, dêem exemplos, retirem do texto...e terminamos com "Os Maias" em retalhos, mas bem trabalhadinhos para o exame! E, já agora, gostaram da obra?!

Quando inicio as aulas de Literatura oiço sempre o mesmo comentário: "Pfff...ler?! Deve ser verdade! Eu não gosto de ler...", por vezes acompanhado de um "acredita que eu nunca li um livro na minha vida?!" E o mais triste é que é a mais pura das verdades. Hoje, enquanto andava às voltas com um excerto de "As Minas de Salomão" (obra que já fazia parte do meu manual de sétimo ano...) e explicava à pequena loira um pouco da ação da obra, ela desabafou que teve azar, pois ficou logo com "aquele que é um excerto de um livro"! Folheei o manual e dei de caras com muitos habitués destas páginas, enquanto lhe explicava que grande parte daqueles textos eram excertos de obras. Ficou surpreendida, não sabia. Depois foi toda uma correria à procura das categorias da narrativa: ação, narrador, espaço, tempo...

Precisamos urgentemente formar leitores, jovens que consigam construir um pensamento crítico, que consigam compreender a expressão do outro, que consigam criar no abstrato, porque tudo no mundo de hoje, do copy paste, empurra na outra direção. Para isso, como na vida, precisamos de dar mais importância ao conteúdo (e a tudo o que ele nos pode oferecer) e menos à forma.

Como seria uma aula de Literatura sem manual, livro de atividades, caderno, livros auxiliares de análise de obra? Uma aula em que o formador apenas distribuísse pelos seus formandos a obra e desse início a uma verdadeira exploração?

E é assim que temos o mundo a tentar compreender por que razão Bob Dylan ganhou o Nobel: uns porque consideram a Literatura uma espécie de clube exclusivo pertencente aos que narram milhentas páginas de ações densas publicadas em livros, outros porque o tipo era músico e compunha umas "cenas" enquanto estava mocado. Depois há os outros, poucos talvez, que entendem a poesia como uma das veias principais da Literatura, que no seu todo tem um forte impacto na sociedade e tantas vezes foi trampolim para mudar o curso da História. Muitos não se manifestam, porque nunca leram.

 
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