segunda-feira, 12 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 256 | Tetris

Não bastava ser segunda-feira, ainda decidi ser hoje o dia ideal para começar a fazer horários. Ou como carinhosamente chamamos: jogar tetris. O objetivo é encaixar "jogadores" dentro de uma mancha horária em determinadas salas, de modo a que não haja sobreposição nem de "jogadores", nem de salas.

Embora tenha a paciência e o jeito necessários para este jogo, hoje vi-me à rasca para passar os níveis...e não consegui hastear a bandeira da meta. Em compensação, ganhei uma dor de cabeça, não consigo parar de fazer cruzamentos de dados mentalmente, vejo luzinhas coloridas por todo o lado e estou a jantar à hora da ceia.

Continuação de torneio de tetris agendado para amanhã...

domingo, 11 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 255 | Aborrecimentos

Foram dois hoje:

1. A loira mais pequena insistiu em comprar um polo, mesmo depois de a tentar demover da ideia durante as últimas semanas. Um polo é só a peça de vestuário feminino mais aborrecida, pelo que só deveríamos realmente ter um para emergências: dias em que atingimos o pico do desespero, porque não há nada (mesmo nada!) para vestir; dias em que temos a roupa toda (mesmo toda!) para lavar/secar e apenas vamos passar da nossa casa para casa dos pais e regressar; diariamente em casos excecionais, porque trabalhamos na Zara, na Quebramar, na Sacoor ou simplesmente trabalhamos numa empresa que gosta de funcionários saídos da linha de montagem, com um acabamento pálido e insosso. Pior que isto só vestir um polo e calçar uns crocs ao mesmo tempo... Expliquei-lhe todo este panorama, mas ainda assim não consegui que desistisse da ideia. Aborrecimento!

2. Enquanto aguardava pela prova/maravilhamento ilusório/compra do maldito polo, estive de sofá a tirar as medidas ao piano. Consegui perceber que ficava lindíssimo na sala (que não tenho) e seria certamente uma aposta bem melhor sair dali com o piano em vez do polo. O problema é que o piano sairia bem mais caro e tirá-lo dali sem ninguém dar conta também estava fora de questão. Aborrecimento!

Conto(-te) #7

Olhava repetidamente para o relógio, quase sem lhe dar tempo. O chefe iria chamá-lo a qualquer momento, mas a espera parecia interminável. Pensava no projeto que apresentara: apreciava a sua qualidade e adivinhava a tão desejada promoção. Terminavam ali as semanas a fio, embrenhado em trabalho: sem as noites de jogo com os amigos, sem as brincadeiras com a filha, sem o prazer da mulher. Hoje não: era o aniversário da filha, tinha de compensar a ausência, aproveitaria para comemorar; depois, entregar-se-ia sem pressas ao calor da mulher.
O chefe já o deveria ter chamado. Nos seus pensamentos, antecipava o momento: após os rasgados elogios ao projeto, ao seu empenho e ao seu profissionalismo, agradeceria com alguma classe, sem excessos de humildade ou de arrogância. Sim: uma postura equilibrada, um profissional que assim se reconhece e agradece a oportunidade. Largou por segundos as unhas e esboçou um sorriso, perdido na ânsia do que o aguardava. E o tempo parecia não querer avançar.

Um estrondo. Imensurável. Apocalíptico.

Dirigiu-se para a porta da sua sala: um sismo provavelmente, logo agora que o chefe deveria estar a chamá-lo. Por momentos, desvalorizou. O teto começou a desmoronar. As pessoas corriam pelo piso envoltas em pânico, desorientadas. Preocupou-se, tentou perceber o que se passava. Todos os pedaços do edifício pareciam desencaixar-se como uma construção Lego, sem dó, nem piedade. Para evitar a parede que desmaiava, fugiu para um canto junto à janela e encolheu-se. Dali, testemunhou o caos: as pessoas atropelavam-se, algumas escondiam-se, guiadas pelo instinto de sobrevivência, envoltas numa espécie de marcha fúnebre sem partitura.
Percebeu que estava preso, sem hipótese de fuga: começou a sobrevalorizar. Maldito projeto, maldito tempo perdido. Fechou os olhos, imersos em lágrimas. Pensou na mulher, no seu corpo, na sua cumplicidade, no seu amor. Maldito tempo perdido. Pensou na filha: tão pequenina ainda, à espera da brincadeira adiada. Abriu os olhos, que se estenderam pela janela: o fumo era cada vez mais escuro, cada vez maior; ainda se percebiam algumas nuvens, inocentes, companheiras dos grandes edifícios. Parecia ter entrado num filme, do qual desconhecia o enredo. Pensou outra vez na filha: não, não se iria render, tinha de sair do edifício. Tinha que estar presente, era o seu aniversário, aquele dia marcado para sempre pelo seu nascimento.

Não, hoje não iria fraquejar: era dia 11 de setembro de 2001.

#omeuanoemfotos 254 | Especificidades

Há quem exagere e diga que é uma OCD (ou seja, distúrbio obsessivo-compulsivo), mas na verdade é apenas uma especificidade que eu possuo: lido mal com coisas tortas!

E eis que, ao chegar ao cinema, enquanto estacionava, dou de caras com o meu "let's go" (= o meu carro mais rebelde) que está a passar uns dias com a minha mãe. Confesso que quase não o reconhecia: primeiro porque estava limpo, depois porque estava torto.

Decidi deixar um bilhetinho, em resposta aos sinais nervosos da minha especificidade...

...quando voltei do cinema já tinha ido embora, mas aguardava-me a resposta...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 253 | Traição

Uma pessoa chega a casa, depois de uma semana de muitas horas de trabalho e de uma reunião de pais (como mãe), a pensar que ainda tem de ir fazer o jantar e nem sequer uns sofás tem para vegetar à noite, visto que a sala foi conquistada pela mais nova de quatro patas.

O homem chega a casa, prepara o jantar e faz um convite para sair. Espairecer, beber um café, aproveitar ainda as noites com restos de verão. Pareceu-me tão bem para terminar a primeira semana de regresso ao trabalho.

E é a isto, caríssimas, que chamamos traição...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 252 | Repelente de Imagem

Dei de caras com este anúncio publicitário...

Photo: On the web
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...e tive um mix de pensamentos e emoções:

1- Que miúdo tão giro!

2- A publicidade do início da época escolar é tão diversificada que todos os pais percebem logo o que os espera ao longo do ano: catar piolhos de madrugada enquanto pensam nos euros a sair da conta para pagar livros, lápis, canetas, transferidores, equipamento desportivo, cadernos e réguas de 50cm, que entretanto já partiram porque os últimos 7cm nunca cabem na mochila.

3- Este miúdo é a cara de um anúncio de piolhos, o que indicia um fantástico ano letivo para ele! Deduzo que "piolhoso" não vá ser propriamente a sua alcunha preferida e este "Príncipe do recreio" não vá ser muito acarinhado pelo povo...

4- A sério que disseram a este miúdo que era fixe ser a imagem de um anúncio sobre piolhos?!!!

Porquê causar estes traumas nas crianças?!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 250 | Carta aberta

Caro São Pedro,

Eu sei que não é fácil lidar com gente indecisa, que tão depressa quer calor como frio. Contudo, se tens estado atento, também sabes que nunca te pedi calor e aguentei os dias frios e cinzentos que nunca mais acabavam, sem me queixar. Mesmo naquela altura em que supostamente já devia ser verão e teimaste em dar-nos chuva como se não houvesse amanhã (confesso que durante esse período muitas pessoas questionaram a tua sanidade...).

Agora!!! Temperaturas de 40ºC para cima quando as pessoas já terminaram as férias e voltaram ao trabalho?!! Quando as pessoas para trabalharem ainda têm de vestir bata?!! Só te tenho a dizer: não há pachocha para tanto calor!!!

Além disso, por muito que eu adore sandálias, já satura todos os dias a mesma coisa...há que investir na nova coleção de botas!

Portanto, vamos lá atinar com isto, regula aí os comandos da meteorologia e põe-te fino! Espero bem não ter de levar com esta brasa quando começar o cheiro da castanha assada...

Beijinhos e boa noite!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 249 | Apple

De volta às minhas pérolas...e tão bem que me conhecem! Sabem que sou fã da marca do fruto da criação e, por isso, volta e meia lá vem um miminho.

Hoje alguns dos meus "tigres" do coração (onde têm lugar cativo, mesmo nos dias de maior fúria) levaram a ideia à letra e ofereceram-me uma maçã, no sentido literal da palavra. Fez-me lembrar tempos antigos em que era costume oferecer uma maçã à "senhora professora". Os tempos mudaram e agora oferece-se uma maçã grafitada à 'stora. Novas dinâmicas, a mesma intenção: demonstrar que "até te curto uma beca". E já dizia o ditado: an apple a day keeps the doctor away!

Que assim seja. Acima de tudo, saúde e força, pois temos muito caminho para desbravar.

domingo, 4 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 248 | Querido

...fugi do IKEA! Porque se fizer a lista de todas as ideias que tive, não vai dar para mudar "A" casa...teremos mesmo de mudar "DE" casa!

Obrigada aos deuses do home decor pela força que me deram. Não foi fácil entrar numa ponta, fazer todo aquele percurso e terminar na "saída sem compras". Sinto-me cheia de autodisciplina!

(pelo sim, pelo não... fiz uma listinha para o caso de lá voltar e não ter o mesmo autocontrolo...)

sábado, 3 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 247 | Fruta

...diretamente das árvores! Não sei se foi este o motivo, mas a verdade é que foi a primeira vez que comi ameixa com sabor a nêspera.

Parece-me que se trata de uma árvore com cruzamento de raças, se é que podemos dizer isto das árvores...

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 246 | Cubano

Não obstante as boas marcas que por aí circulam, como a Delta ou a Nicola, tenho de confessar o meu enamoramento por este café: Cubano!

Não tem sido fácil encontrá-lo, mas hoje o jantar no amigo Ramila teve este bónus...o café como cereja no topo do bolo!

Alguém sabe onde posso comprar este café em grão e aos quilos para casa?!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

#omeuanoemfotos 245 | Setembro

Há qualquer coisa de muito doce neste mês, sem dúvida um dos meus preferidos. Lembra-me um tempo de infância muito longe dos dias de hoje. A emoção do reencontro com os amigos na escola, depois de um longo verão sem telemóveis. O cheiro dos livros e do material novo e a vontade de aprender coisas novas. As primeiras folhas que caíam no chão, as uvas que pisávamos por tradição (ou não fosse a terra do vinho), o céu a empurrar para longe os dias solarengos de praia. A vontade de mudar, fazer diferente, atingir objetivos. O cheiro do outono que começava a dançar no ar.

Longe desses setembros, hoje o regresso ao trabalho fez-se com alguma tranquilidade, permitindo ainda desfrutar de um jantar em modo verão, não só pela noite quente, mas também por não exigir ainda a pressa das rotinas.

O doce setembro dos recomeços está aí e, como tal, espero que traga a saúde necessária para a caminhada, a motivação para nunca desistir e o sucesso dos desafios pessoais e profissionais que foram desenhados.

Porque este é, na verdade, o momento da viragem para um novo ano.
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