...soa bem melhor do que destruição diária de uma pequena fera com 2 meses e 3 kg.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 59 | Vintage ou Antiguidade?
Hoje foi aquele dia de limpeza e arrumação de caixas e caixotes com resmas de coisas que não vemos há décadas. E acontece aquele sentimento nostálgico do "xiii...já nem me lembrava disto"!
Ainda que a parte do limpar e arrumar seja um grande cocó (para não dizer outra coisa), acaba por ser engraçada esta espécie de caça ao tesouro, em que encontramos relíquias que nos lembram tanta vida que já palmilhámos. E que podem ser reaproveitadas, dando um estilo vintage, que eu gosto tanto!
Até ao momento em que se tem uma filha pseudoadolescente, que descobre uma caixa de fotografias com negativos e pergunta: "Era assim que vocês viam as fotos antigamente?!".
Antiguidade, meus caros! A sensação é de antiguidade, a partir daqui...
sábado, 27 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 58 | Veterinário
Foi hoje o primeiro dia. Vacinas, check; peso, check; auscultação, check.
Manicure...o drama, o horror! Mas as unhas ficaram cortadas. Check!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 56 | Pose de Jantar
Durante a hora de jantar, agora há que manter sempre a mesma posição: pés ligeiramente afastados, com o pé direito numa pequena inclinação para o seu lado direito, como que formando uma pequena concha.
Se sentir alguém por cima a ressonar profundamente, é só manter esta posição até os pés ficarem dormentes.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 55 | Inverno
Depois de uns dias de sol, volta um dia daqueles em que o Inverno mostra que ainda manda por aqui.
E começa aquela saudade da Primavera.
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After some sunny days, Winter returned today to show he's still the boss around here.
And we begin to miss Spring.
Conto(-te) #5
Chegava cedo, todos os dias: sentava-se numa mesa, sozinho, num ritual quase perfeito. Pousava os dois cadernos, a bengala, pedia um café cheio. O empregado, com a sua simpatia habitual, trazia o café. Aqui tem: pousava cuidadosamente, sorria, voltava ao balcão. O velho homem agradecia e demorava-se uns minutos a apreciar o cheiro quente e familiar do café, antes de o beber, também devagar, também com prazer. Abria um caderno e passava lentamente a mão saudosa pelas páginas: muitas fotografias e notas. Abria o segundo caderno, a mão melancólica procurava e recuava: em branco. Fechava os cadernos e permanecia sentado, até reiniciar o ritual. O mundo girava à sua volta, incógnito.
Assim acontecia no aeroporto: o local de passagem dos anónimos, dispersos entre partidas e regressos. Eu observava-o do balcão: o café cheio, os cadernos, o sentir. Naquele dia, aproximei-me: deseja mais alguma coisa, senhor? Respondeu-me que não, sorriu, nervoso. Continuava atento aos sons que o rodeavam e já folheara os seus cadernos várias vezes.
– Amanhã já não poderei vir. – acrescentou, continuando o diálogo que não verbalizámos. – Quer fazer-me companhia?
Já tinha acabado o meu turno, por isso aceitei. Quando voltei do balcão, sentei-me com o meu café curto e comecei a atirar questões triviais, abrindo caminho para alimentar a minha curiosidade. O velho homem percebera, mas deixou-me desbravar os trilhos ao ritmo natural das conversas de circunstância. Era fotógrafo, ou melhor, tinha sido fotógrafo: até ao dia em que um acidente o privou da sua maior ferramenta, a visão. Apresentou-me o primeiro caderno: um delicioso repertório de viagens por todo o mundo, uma disparidade de rostos, uma panóplia de emoções. Ali estavam as suas vivências, através do seu olhar, impressas em pedaços de papel. Durante horas, contou-me as suas aventuras, falou-me de pessoas e culturas, de momentos únicos, sempre com uma satisfação plena de trabalho cumprido. Revelei-lhe o meu desejo de correr o mundo, de conhecer o maior número de terras e pessoas que conseguisse: gostava de construir o meu próprio caderno. Pedi-lhe conselhos.
O velho sorriu, agora imerso numa tristeza profunda. Pousou a mão sobre o segundo caderno: este é pessoal, conta a história da minha vida, da minha família, explicou-me. Empurrou o caderno na minha direção.
- Construa este caderno primeiro. No final, será este o que mais quererá relembrar.
Levantou-se, agarrou na sua bengala, no seu caderno de viagens: nunca mais regressou ao seu ritual.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 54 | Dance
E todas as terças-feiras é assim: terminar o dia a dançar! Bem ou mal, isso agora não interessa nada.
Mas que é muito bom para realizar a catarse...ah, isso é!
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And all tuesdays is the same thing: ending up the day dancing! Well or badly, that's not the point.
But it's wonderful for catharsis...oh, yes indeed!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 53 | Simples
As melhores coisas da vida são simples, já alguém dizia.
Assim de repente, ocorrem-me algumas:
- Café, chocolate negro e pantufas (ao mesmo tempo)
- Manhãs de sábado sem relógio
- Passeios perdidos pelas ruas de Lisboa
- Uma noite de Game of Thrones
- Viajar (para qualquer destino)
Assim, só de repente.
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The best things in life are simple, someone said.
Suddenly, some of them occur to me:
- Coffee, dark chocolate and slippers (at the same time)
- Saturday mornings without a clock
- Lost walks through Lisbon streets
- A Game of Thrones night
- Travel (to any destination)
Just suddenly.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 52 | Treino
Como devem calcular, novo membro da família implica reconhecimento e adaptação ao novo lar. Checklist da nossa Joy Primrose:
- Já sei onde é a minha cama e é para lá que vou dormir sempre que me apetece - CHECK
- Já sei quais são os meus brinquedos e já arranjei esconderijos para os meus preferidos. - CHECK
- Já sei onde são as tigelas da comida e da água. - CHECK
- Já percebi que há horários fixos para refeições. - CHECK
- Já distingo perfeitamente o meu nome. - Humm... Tenho uma vaga ideia, mas ainda não percebi se é "Joy" ou "Não"...
- Já sei onde fazer as necessidades. - Humm... Não estou a perceber as coordenadas destes humanos, mas há sítios que acho fantásticos para fazer...
Estamos no bom caminho.
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As you can imagine, a new member in the family means recognition and adaptation to the new home. Our Joy Primrose's checklist:
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As you can imagine, a new member in the family means recognition and adaptation to the new home. Our Joy Primrose's checklist:
- I already know where my bed is and where I go to sleep whenever it pleases me - CHECK
- I already recognize my toys and already found some hiding places for my favorites. - CHECK
- I already know where my food and water bowls are. - CHECK
- I already can distinguish my name. - Humm... I have a clue about it, mas I still can't understand if it's "Joy" or "No"...
- I already know where to poop and to pee. - Humm... I don't understand these human's coordinates, but there are some places that I find amazing to do it...
We're in the right track.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 51 | Joy Primrose
Eu não disse, eu não disse?! Eu bem disse (aqui) que o São Valentim já tinha feito das suas...
Senhoras e senhores, apresento-vos oficialmente a Joy Primrose, a beagle que promete revolucionar tudo por aqui. Como não podia deixar de ser, já tem a sua própria conta de Instagram: myjoyprimrose (toca a seguir, malta!).
E hoje a vida muda. Cheia de Joy.
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I told you, didn't I?! I told you (here) that Valentine did it again...
Ladies and gentlemen, I officially present to you Joy Primrose, the beagle that promises to revolutionize everything around here. And she has already its own Instagram account: myjoyprimrose (to follow, guys!).
And today life changes. Full of Joy.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 50 | Open Day
Hoje foi dia de abrir as portas aos jovens das várias escolas que já começam a pensar no futuro. É sempre um dia agitado e cansativo, mas também divertido para os nossos meninos que lideraram visitas guiadas, demonstrações e apresentações.
Foi o que me valeu para trazer algum ânimo a uma semana de autêntica revolta. É no Gabinete da "Infernética" que estão as minhas pérolas mais preciosas. Entre principiantes e experts, reina sempre o bom ambiente. Mesmo quando não ficamos tão bem na fotografia.
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Today we opened our doors to young people from various schools that have begun to think about the future. It's always a busy and exhausting day, but also funny for our boys and girls who led guided tours, demonstrations and presentations.
Thanks to this, my week of true revolt gained some joy. My most precious pearls are from the Computing Department. Between beginners and experts, there are always good vibes. Even when we don't do so well in the photograph.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
#omeuanoemfotos 49 | Ser criança
...é acreditar em fadas e unicórnios, pensar que se pode tudo e que a verdade é a única palavra que existe. É como se costuma dizer: nada é mais sincero do que aquilo que sai da boca de uma criança. E achamos tanta graça e achamos que sim...pois assim é que deve ser.
Depois crescemos e ganhamos formalismos, máscaras de todas as formas, para todos os contextos. E a verdade é ornamentada, por vezes omitida, muitas desaparecida. Porque sim...porque fica bem, porque isto é saber viver em sociedade. Andamos todos num jogo da cabra cega para adultos, mas sempre de olhos bem abertos.
A criança continua dentro de nós, sempre a querer dar o ar da sua graça. (Ou direi autenticidade?)
Por vezes, ganha. E acontecem dias assim.
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Being a child is to believe in fairies and unicorns, is to think that everything is possible and that the truth is the only word that exists. It's like people use to say: nothing is more sincere than what comes out of a child's mouth. And we find it funny and we think that's ok... because that's how it should be.
Then we grow and gain formality, masks of all shapes, for all kinds of situation. And the truth is ornamented, sometimes hidden, often missing. Just because... it's right, it's how it should be in society. We're all in a blind goat game for adults, but always with our eyes wide open.
The child is still within us, always wanting to show off. (Or should I say to give some authenticity?)
Sometimes, she wins. And days like this happen.
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